O vice-governador Rômulo Gouveia tem uma trajetória que não deixa dúvidas: ele sempre pensa em mais. É um instinto natural. Subir é do homem. Foi vereador e presidente da Câmara. Deputado estadual e presidente da Assembleia. Deputado federal e vice-governador.Para subir sempre, Gouveia vê mais longe de que todos. Hoje, deixando os quadros do PSDB da Paraíba para se filiar ao novíssimo PSD, o “Gordinho” tem em mente outro salto: se prepara para disputar o Senado da República nas eleições de 2014.
Dentro do PSDB, sente que teria mais problema em projetar uma candidatura a senador nas próximas eleições. Tem o obstáculo de Cícero Lucena e, além disso, a incógnita sobre a posição de Cássio Cunha Lima nas próximas eleições estaduais.
Comandando o partido de Kassab na Paraíba, Rômulo teria mais liberdade para seus projetos. O prefeito de São Paulo, certamente, o fez pensar nisso.
O problema é que a saída de Rômulo do PSDB provoca um estremecimento na relação do partido com o projeto do governador Ricardo Coutinho. De cara, enfraquece a tese de Cássio Cunha Lima diante de Cícero Lucena, que defende o PSDB na oposição.
Além do mais, a decisão de Rômulo vai de encontro a pedido do próprio governador, que em 2010 teve que fazer das tripas coração para convencer o “coletivo” de que não haveria problemas em compor com o PSDB dos Cunha Lima.
Somente isso já seria motivo para abalar qualquer relação.
Parece tratar-se de estratégia para uma candidatura ao Senado, evitando, desta forma, confrontar-se com o Senador Cícero Lucena na indicação como candidato do PSDB.
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