17/05/2011

Ivanildo Gomes o Fazedor de Filmes em Soledade



Por Marcelo Soares

Um homem com uma idéia na cabeça e uma câmera na mão, amigos empenhados a realizar filmes onde, em teoria, seria impossível algo acontecer, uma cidade que se mobiliza não para ver o novo lançamento americano, mas, sim, para acompanhar as aventuras criadas por um dos seus.
A história cinematográfica de Ivanildo Gomes, morador de Soledade, Paraíba, é o tema de Um Fazedor de Filmes.

Sinopse: “Durante um período de escassez no interior da Paraíba, um cruel fazendeiro mata todos os pescadores que invadem a sua propriedade, única na região capaz de fornecer o peixe do sustento de suas famílias.

As pessoas famintas se unem para saquear a feira da cidade. Em meio a mortes perversas, vinganças, cenas de humor e um grande saque, os moradores de Soledade se encontram na praça para assistir a nova produção do cineasta amador Ivanildo Gomes.”

A sinopse do filme já mostra bem as influências que o personagem tem na hora de produzir suas próprias obras, misturando realidade com ares de faroeste. Ivanildo Gomes sempre foi curioso sobre os filmes que via na TV, e um dia pensou que queria ser um ator de um filme desses, mas, nas palavras dele, para ser ator ele viu que teria que ser diretor dos próprios filmes. E assim o fez.

Com o intuito de contar uma história desconhecida até da população de seu próprio Estado, os diretores Arthur Lins e Ely Marques se embrenharam interior paraibano adentro para mostrar como um grupo de amigos com câmeras, que hoje em dia são consideradas ultrapassadas, usam o conhecido jeitinho brasileiro de improvisar para criar histórias de ação, retratando de forma ficcional também fatos reais da região.

Um dos grandes acertos de Um Fazedor de Filmes é sua montagem e a boa distribuição de tempo de tela entre o protagonista e os amigos que o auxiliam, construindo uma teia de informações que pouco a pouco vai sendo revelada. Além, claro, do aspecto curioso pela desconstrução do ciclo normal de produção cinematográfica, onde o filme é realizado e depois vai para salas de cinemas e pessoas pagam para vê-lo.

Para Ivanildo, o prazes de fazer o filme e as pessoas de sua cidade verem, mesmo que seja em um telão em praça pública, é maior que dinheiro. Uma bela história de amor ao cinema.

O filme teve o patrocínio do Fundo de Incentivo a Cultura (FIC), Governo do Estado da Paraíba, apoio da Universidade Federal da Paraíba e do Departamento de Comunicação Social e Turismo da UFPB.

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