20/06/2011

SAUDADES JUNINAS



                                         
Com a aproximação das festas juninas, emerge em mim uma saudade bastante vigorosa. Saudades das tradicionais festividades da minha Soledade antiga, quando nossa terra era bem menor mas muito mais aconchegante; mais humana; mais receptiva e mais solidária. Tínhamos os bailes realizados no nosso “clube” ou no mercado público(onde hoje é o Banco do Brasil) quando o nosso tradicional sodalício era impedido, por motivo superior, de sediar nossos eventos sociais animados por tradicionais conjuntos forrozeiros: Manoel Tambor, Toinho da Sanfona, José de Adélia, Diomedes etc.

Era uma verdadeira reunião de amigos, onde as famílias mais tradicionais participavam de forma bastante efetiva, desde a organização(tratando de confeccionar e colocar as tradicionais bandeiras de papel colocadas em barbante coladas à goma) até organização de quadrilhas e outras manifestações culturais. Como não lembrar de Arnaldo Queiroz(marcador de quadrilha, dos melhores), Gabriel Cordeiro(também quadrilheiro), Divane Nóbrega, Zé Fialho, Zé Joaquim, Zé Berto, Pedro Ribeiro, Pixaca e Selma, Valfrido, Estelinha, Maria José Queiroz, Dona Noêmia(minha querida professora), Maria do Carmo Gouveia, Dorinha Mendonça(que me ensinou os primeiros passos de dança) e outros, ainda entre nós e outros que estão no andar superior junto ao nosso Pai Celestial, que por lapso de memória(bastante desgastada pelos inúmeros janeiros) deixei de enumera r, mas fica o registro de participação de toda a sociedade soledadense que não poupava esforços para proporcionar à nossa cidade o melhor São João de toda a região.

Convém mencionar que em diversos anos emendávamos São João e São Pedro com a festa terminando em 1 de julho data de aniversário do saudoso amigo Arnaldo Queiroz, com bailes todos os dias e bastantes animados, com decência e respeito.

Desculpem minha abrupta interrupção, é que neste instante estou às lágrimas...

Saudades!


Napoleão Brito

João Pesssoa, 20.6.10.

Um comentário:

  1. Rosa Alexandrina Gouveia20 de junho de 2011 às 14:07

    Eita Galã vc me matou , é verdade existia uniao na sociedade , mais amor , mais carinho ,e disposição , respeito ,ainda recorda-me os Sao Joao do Colegio Estadual, a Quadrilha Beco do Amor, so com casais existia na verdade solidariedade , As virgens de Soledade com os homens vestido de mulher ,com Ciel , ronaldo de Honorina , a fogueira em frente ao clube que nao tinha tamanho , amanheciamos o dia dançando quadrilha ao redor da fogueira, ali era sao joao, ze razão muendo, Nevinha Ouriques , ceci Matias e Yolanda e dia seguinte o dia todo com vasto na safona no Caldo de cana de Sr Chico andre, era forro o dia todo, passavamos o 1 semestre se preparando para o Baile de Sao João. E este o Sao Joao da minha terra é esta alegria do meu povo..... E a quadrilha tradicional Alavantú , anarrié , x de dama x calheiro, passeio da roça , passou , chegou e assim amanhecia o dia a, a fogueira queima queima , queimou se bora tem po de reencontro , ze viana meu gato, clovinho , arnaldo ventao ,branco,napoleao ze berto, facundo , lorena fatima arruda ,batista de cassemiro, saletao,Marileide , Juarez , Juarez de Gois , D Bela ,Roberto de Honorina Vital , fatima Brito,Fernando Araujo e ai era forro mesmo....

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